9 de set. de 2010

Passo o dia anestesiada. Tudo tão corrido. Repetir isso já está maçante, um saco. Repito. Essa coisa que aparece, esse incômodo que vem não sei de onde e se instaura num lugar secreto...parece algo simples, como quando percebemos que soltar os cabelos, afrouxar os sapatos ou a roupa já ajuda, mas não resolve. Chega uma mensagem no celular. Páro de pensar e o incômodo é deixado de lado "- Agora não é hora disso". Volto a sentir essa coisa estranha, sinto vontade de um banho para sentir todo meu corpo, lavar os cabelos, esfregar a pele até sentir a alma; ou esquecer que isso existe. Existe? Não quero pensar sobre isso. Será que as meias estão apertadas? Ou grossas demais? Ou será esse ferro na cabeça, ou o plástico nos cabelos, ou o tênis, ou esse sutiã... que dor de cabeça....
a mensagem trouxe um novo problema a ser resolvido. Não posso ignorar. Mais ritmo, mais fluxo, mais sufoco, mais, mais..... e menos um monte de coisas boas para o humano atolado nesse tempo. A desconexão de pensamentos é fruto, resultado. Aceito para me acolher. Me conforto. Isso parece bom. Agora sinto um ar fresco, o abafado da sala se dissipou um pouco trazendo certo alívio, certa visão de paz, cerco aconchego. Aconchego não, acho que exagerei. Alívio, sutil mas importante. Páro. Olho para além da tela. Entro em contato comigo e percebo que tudo não passa de um momento, percebo que tudo não passa de um agradável sinal de que estou voltando. Mesmo que no retorno contenha esse incômodo. Faz parte e é maravilhoso. Sentir, voltar a sentir é maravilhoso.

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